A despeito da vontade dos homens, animais como aranhas, formigas, abelhas, ratos, entre outros – os chamados sinantrópicos nocivos – se adaptaram a viver nas residências. Trata-se do oposto dos animais domésticos, criados e cuidados com a finalidade de fazer companhia, transporte ou produção de alimentos. Além de serem indesejados, os animais sinantrópicos nocivos são conhecidos por transmitirem doenças e causarem agravos à saúde dos moradores das casas em que fixam residências e de animais domésticos.

De acordo com o biólogo e especialista em entomologia urbana da APRAG, Sérgio Bocalini, quanto mais limpo e organizado o ambiente, menores são as possibilidades de surgirem problemas com pragas como escorpiões, baratas, pulgas etc.

“Vedação de frestas, fissuras na parede e em locais que sirvam de passagens também ajudam a prevenir o aparecimento dos animais sinantrópicos nocivos, bem como a ausência de lixos à disposição, pois a diminuição de lixo significa menor quantidade de alimentos para os animais, o que minimiza a presença das pragas”, detalha o especialista.
Caso firmem moradia, a contratação de uma boa empresa especializada é recomendável para a retirada dos animais sinantrópicos nocivos das residências. Estas empresas podem recorrer a produtos químicos específicos e a técnicas mais apuradas, como a utilização de armadilhas de captura, muitas vezes inacessíveis à população, leiga no assunto.

 

 

 

Cuidado com a compra de inseticidas 

“É importante que os impactados pelos animais sinantrópicos nocivos evitem comprar produtos para controle de pragas e inseticidas em locais que não sejam autorizados, pois todos devem contar com licença de comercialização da Anvisa. Além disso, é recomendável não recorrer ao autosserviço, mas, caso isso seja inviável, a população deve ficar atenta aos rótulos, que indicam se os produtos são de venda livre e estão liberados para a comercialização” alerta Sérgio. Itens clandestinos e proibidos, como chumbinho, causam riscos à saúde, podendo gerar intoxicação e até a morte.


Feira Internacional de Produtos e Serviços para Controlador de Pragas Urbanas

Quem tiver interesse no assunto o tema será discutido na Expoprag, maior feira Internacional de Produtos e Serviços para o Controlador de Pragas Urbanas da América Latina. O evento será realizado de 24 a 26 de setembro, em São Paulo, com entrada gratuita – os cadastros podem ser realizados pelo portal: http://expoprag.com.br/inscricoes. Na ocasião, serão promovidos cursos sobre o controle de cupins e roedores, escorpiões, Aedes aegypti, formigas, baratas e diversos outros vetores.

Tem crescido o número de conjuntos habitacionais com grandes áreas comuns. São locais que, além de receber um grande volume de pessoas e animais domésticos todos os dias, também costumam abrigar produtos e materiais de uso comunitário. Para evitar que esses ambientes sejam infestados com as chamadas pragas urbanas – como ratos, baratas, formigas entre outros – é importante que as administrações prediais mantenham em dia o controle de vetores e pragas urbanas (dedetização).

No entanto, de acordo com Ségio Bocalini, biólogo e especialista em entomologia urbana, ainda é comum que porteiros e zeladores, não treinados e credenciados, façam a aplicação dos produtos. “Quando a dedetização é feita por leigos, que geralmente não utilizam equipamen
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tos de proteção individual, como máscaras, luvas e vestimentas adequadas, aumentam as chances de intoxicação, pois ficam expostos a produtos tóxicos, que só devem ser manipulados por profissionais especializados no combate às pragas urbanas”, disse.

Ele alertou sobre problemas trabalhistas que podem ser gerados a partir dessa prática. “A aplicação errada pode causar ainda intoxicação aos animais domésticos, inclusive, levando-os ao óbito” insistiu.

O controle adequado de vetores e pragas urbanas – aquele que é eficiente sem colocar em risco a saúde de pessoas e animais - será um dos temas discutidos em São Paulo, durante a Expoprag, feira Internacional de Produtos e Serviços para o Controlador de Pragas Urbanas da América Latina. O evento ocorre até 26 de setembro, com entrada gratuita – os cadastros podem ser realizados pelo portal: http://expoprag.com.br/inscricoes .

A aplicação de inseticidas

Conforme o biólogo, além de abrigarem enorme variedade de locais propícios para as pragas urbanas, os prédios também contam com condôminos das mais diversas personalidades – desde aqueles que se importam em manter a higienização dos ambientes, como os que não dão tanta importância ao tema. Para Bocalini, “cada condomínio é, praticamente, uma cidade, por isso, o ideal é que sejam firmados contratos de manutenção com empresas especializadas na dedetização e os locais permaneçam seguros, com seus moradores, livres de doenças causadas por vetores e pragas urbanas”.

O especialista avalia que as dedetizações devem ser realizadas com intervalos de, no máximo, 90 dias. Tal prática controla as mais diversas pragas urbanas, desde ratos, baratas, formigas, cupins, pulgas, carrapatos, até pombos, que também geram demanda de controle em áreas de condomínios.

“É importante que as dedetizações prediais sejam realizadas por empresas especializadas no segmento, pois estas contam com técnicos que avaliam os locais e buscam os melhores métodos a serem adotados para o controle efetivo dos vetores e animais sinantrópicos nocivos”, defendeu Sérgio.

Segundo ele, produtos e técnicas específicas para a aplicação nos locais corretos também estão entre os benefícios das empresas especializadas em dedetização (normalmente licenciadas pela Anvisa), que previnem aplicações equivocadas de produtos e diminuem os riscos de intoxicação.

Para aumentar a eficácia da dedetização em condomínios prediais, os contratantes devem seguir as recomendações das empresas contratadas, pois só o trabalho destas empresas não é suficiente – a organização dos ambientes, livres de entulhos e devidamente limpos, também é essencial.

Ele é grande, pode chegar a 12 cm, e costuma aparecer em jardins e plantações após a chuva em áreas urbanas e rurais de São Sebastião, no litoral norte de SP. Um levantamento realizado pela revista científica Memórias do Instituto Oswaldo Cruz mostra que desde 2006 foram registrados 34 diagnósticos de pessoas contaminadas com meningite eosinofílica, causada por um parasita, o Angiostrongylus cantonensis presente no caramujo gigante africano (Achatina fulica). Se for diagnosticada de maneira rápida a doença possui cura. Os sintomas são muito parecidos com os das outras meningites, ou seja, dor de cabeça, febre e pode apresentar dor na região da nuca. A doença só foi diagnosticada até hoje em humanos.

O crescimento ocorreu em regiões costeiras, como Bahia, Espírito Santo, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo, onde foram encontradas amostras de moluscos e ratos infectados pelo verme. O estudo aponta que o caramujo gigante africano é o vetor mais frequente do verme A. cantonensis no Brasil. “Os caramujos ingerem fezes de roedores contaminadas com as larvas do verme e, ao se locomoverem, liberam um muco, que também contém larvas. A ingestão deste muco pode infectar os humanos que consomem legumes, verduras e frutas mal lavados, por exemplo”, diz o biólogo e especialista em entomologia urbana, Sérgio Bocalini, vice-presidente executivo da Associação dos Controladores e Vetores de Pragas Urbanas (APRAG).

Em determinadas áreas urbanas pode-se encontrar o caramujo africano em terrenos baldios ou em áreas com vegetação próximas a córregos. Sérgio salienta que se for evidenciado que o caramujo encontrado pode oferecer algum risco a saúde do homem, ele deverá ser controlado com técnicas apropriadas e se necessário com produtos registrados no Ministério da Saúde. “De forma alguma é recomendada a translocação de qualquer espécie, sem prévia autorização dos Orgãos ambientais locais”.

O que fazer ao encontrar o caramujo em São Sebastião

Sérgio Kugler, biólogo que atua junto à Secretaria do Meio Ambiente (Divisão de Educação Ambiental) da Prefeitura Municipal de São Sebastião e já trabalhou também na Secretaria da Saúde (Divisão de Controle de Zoonoses), conta que não existe um levantamento sobre a incidência do caramujo africano no município. “Sabemos de sua existência por conta de relatos no Centro de Zoonoses. Existiu no passado uma ação proposta pelo IBAMA para que, seguindo algumas diretrizes, os municípios efetuassem mutirões de recolhimento desses organismos, triturassem e posteriormente os enterrassem segundo critérios repassados pelo órgão federal, de localização da cova, profundidade e recobrimento. Tais ações, porém, não vingaram na maioria dos municípios, por questão de dificuldades operacionais que iam da disponibilidade de maquinário até a questão do acesso a terrenos baldios particulares”.

Segundo ele, as principais recomendações são: eliminação dos caramujos por meio de coleta (com as mãos protegidas por luvas de borracha ou sacos plásticos) e acondicionamento em recipiente contendo água até sua borda e firmemente tampado. Os caramujos deverão ir a óbito em cerca de 30 a 45 minutos. “Posteriormente, a água deverá ser despejada no sistema de esgotamento sanitário da residência e os caramujos mortos dispostos em um saco de lixo preto para coleta de lixo domiciliar comum, obviamente se respeitando a disposição dos sacos em lixeiras fora do alcance de animais e também nos horários de passagem do caminhão coletor em cada bairro”, recomenda o biólogo.

Ele também explica que é importante fazer a limpeza e poda da vegetação existente no imóvel, como grama e espécies arbóreas e arbustivas, particularmente aquelas situadas junto aos muros, procurando-se ainda, sempre que possível, utilizar-se de uma enxada ou rastelo para revolver a camada mais superficial de terra, a fim de se procurar por indivíduos menores do caramujo africano que, muitas vezes, permanecem enterrados a poucos centímetros da superfície, especialmente nos períodos mais secos.

Como a espécie veio parar no Brasil?

O caramujo gigante africano chegou ao Brasil no final da década de 80, importado ilegalmente da África como um substituto mais rentável do escargot. “Foi aqui introduzido como alternativa de renda a pequenos produtores rurais, com venda de matrizes aos interessados. Não houve porém estudos suficientes de seu impacto caso ocorressem escapes destes para o meio natural, nem tampouco se forneceu condições suficientes para os produtores iniciantes terem capacidade de comercializar seu produto (para finalidade alimentar). Assim sendo, muitos desistiram de criá-lo e o soltaram na natureza. Uma vez que o animal é extremamente adaptado ao nosso clima, se reproduz com facilidade (animal hermafrodita) e não possui predador natural conhecido, capaz de exercer pressão de seleção, o caramujo africano invadiu áreas urbanas e rurais e até mesmo bordas de mata, competindo por espaço e alimentação com espécies nativas”, relata o biólogo Sérgio Kugler.

Não confunfir com espécies nativas

Vale lembrar que não são todos os caramujos que podem transmitir doenças ao ser humano, por isso, a identificação é de suma importância antes de adotar ações de controle, para que desta forma não tenhamos problemas com espécies que não são nocivas ou trazem prejuízos econômicos ao homem. A concha do caramujo gigante africano é marrom-escura e tem listras esbranquiçadas. Cuidado para não confundir com o caramujo-da-boca-rosada ou o aruá-do-mato (Megalobulimus sp) que é nativo brasileiro e não relacionado a doenças. O caramujo africano apresenta as bordas da concha afiadas e cortantes, enquanto o nativo apresenta concha bem mais grossa com bordas arredondadas. 

Fonte: http://www.supereco.org.br/siteNews/784.av

carrapato em animais de estimação acontecem o ano todo – no frio, no calor, na meia-estação. A boa notícia é que o mercado está atento ao problema e não se cansa de lançar novas fórmulas para combater e livrar o pet dessa praga.

 

Para saber como se livrar dessa praga, um bom bate-papo com o veterinário vai esclarecer o assunto. Eu, por exemplo, usei no Leo uma dessas novidades e, até agora, tudo vai às mil maravilhas (veja depoimento no final do post). Mas, antes, o biólogo e especialista em entomologia urbana Sérgio Bocalini, da Associação dos Controladores de Vetores e Pragas Urbanas (Aprag), fala sobre características de vida desse parasita.