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Casos de dengue no DF aumentam 220% em um ano


Servidor da Secretaria de Saúde do Distrito Federal durante ação de combate ao mosquito transmissor da dengue — Foto: Gabriel Jabur/Agência Brasília


O Distrito Federal teve um aumento de mais de 220% nos casos prováveis de dengue neste ano em comparação com 2018, segundo boletim divulgado pela Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (27). Foram 1.142registros até o dia 16 de fevereiro, contra 355 no mesmo período do ano passado.





De acordo com o documento, houve uma explosão no número de casos na região central – que abriga Asa Norte, Asa Sul, Cruzeiro, Lago Norte, Lago Sul, Sudoeste, Octogonal e Varjão. Juntas, as ocorrências dessas oito regiões do DF saltaram de 19 casos no ano passado para 64 em 2019.




O boletim diz que o desenvolvimento "acelerado" da doença no DF "persiste e a situação epidemiológica continua preocupante". A pasta aponta que o cenário atual é atípico porque em anos anteriores o aumento dos registros ocorreu no final do verão e início do outono – entre março e junho.




 



Mortes



 




O levantamento da secretaria mostrou ainda que, somente no início deste ano, a capital já contabilizou três mortes – dois moradores do DF e uma pessoa que vivia em outro estado, mas recebeu atendimento nas unidades de saúde de Brasília.




 



Índice de casos suspeitos



 




Além do número de casos prováveis, a pasta também calcula o índice de casos suspeitos para cada 100 mil habitantes. Nessa conta, a cidade com maior proporção no DF é São Sebastião.




Na região, foram 250 ocorrências para cada 100 mil pessoas – uma das três mortes por dengue ocorreu em São Sebastião.




Na tarde desta quarta-feira, em menos de uma hora, agentes da Vigilância Ambiental encontraram muitas larvas do mosquito Aedes aegypti – transmissor da dengue, da zika e da chikungunya – em casas da região.




À reportagem, o chefe do núcleo de vigilância ambiental de São Sebastião, Milton Coutinho, disse que a população precisa ajudar a combater o mosquito.



 


 


"A gente pede à população que nos ajude a combater a dengue. Se a gente não lutar, não trabalhar, isso daqui vai virar não só um surto, mas uma epidemia."

 






 

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue — Foto: Reprodução/TV Morena

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor da dengue — Foto: Reprodução/TV Morena





 



Índice de infestação



 




O índice de infestação, ou seja, o número de casas visitadas pelos agentes que tinham criadouros de mosquitos caiu de 2,05% em fevereiro do ano passado para 0,83% agora.




A situação, no entanto, é considerada preocupante. Isso porque, em 2019, os servidores da vigilância ambiental encontraram larvas em todas as regiões do DF. Em nove delas, o alerta está aceso:




 



  • Lago Norte (3,25%)

  • Itapoã (2,54%)

  • Park Way (2,05%)

  • Jardim Botânico (1,5%)

  • São Sebastião (1,49%)

  • Scia e Estrutural (1,39)

  • Planaltina (1,36%)

  • Paranoá (1,19%)

  • Gama (1%)


 




 



Aedes



 




Tanto a dengue, quanta o zika e a febre chikungunya são transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, que também é vetor da febre amarela e do mayaro.




Considerada uma das espécies mais difundidas no planeta pela Agência Europeia para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), o mosquito – que tem nome significando "odioso do Egito" – é combatido no país desde o início do século passado.




No Brasil, ele chegou a ser erradicado duas vezes durante o século XX. Na década de 1950, o epidemiologista brasileiro Oswaldo Cruz comandou uma campanha intensa contra ele no combate à febre amarela. Em 1958, a Organização Mundial da Saúde declarou o país livre do Aedes aegypti.


 


FONTE: G1



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