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Nova campanha vai convocar população para combater Aedes aegypti

O Recife é uma das capitais brasileiras em estado de alerta para infestação do Aedes aegypti. Para que esse alerta não se transforme em problemas reais, sobretudo ao longo do verão, o ministro da Saúde Ricardo Barros convocou a população a cooperar. “(O problema) só se resolve o combate ao mosquito se cada um assumir sua responsabilidade. Não há força pública capaz de eliminar todos os focos”, afirmou.

Para estimular o combate, o ministério apresentou a campanha Um mosquito pode prejudicar uma vida. E o combate começa por você. As peças, que apresentam histórias reais de pessoas que sofreram com as doenças, começarão a ser veiculadas em dezembro. Além da propaganda, o ministério adquiriu 250 veículos com fumacê e 650 equipamentos de nebulização de inseticidas. Eles despejarão os larvicidas pyriproxyfen e malathion. 

O malathion é autorizado para uso no Brasil, mas pode causar efeitos cancerígenos conforme organizações como a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). Questionado sobre o uso da substância, o ministro disse que é segura, mas ressaltou que tem compromisso com outras estratégias que tenham com foco na promoção da saúde, como saneamento, e defendeu o estímulo a novas formas de combate. 

O diretor do Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Márcio Garcia, avaliou ainda que a mobilização da população tem gerado conquistas em todo o país. Ele apresentou dados que apontam taxas expressivas de diminuição. No caso da dengue, entre 2016 e a primeira quinzena de 2017, houve queda de 83,7%. A taxa média é de 116 casos para cada grupo de 100 mil habitantes.

Monitamento em tempo real 

Pernambuco teve uma redução de 90% nas notificações nos casos de arboviroses - dengue, chikungunya e zika - em comparação ao ano passado. Mesmo com a diminuição, a Secretaria Estadual de Saúde lançou ontem o Plano de Enfrentamento das Arboviroses 2018, que intensifica o combate ao Aedes aegypti. A partir do próximo ano, os agentes comunitários contarão com um aplicativo para fornecer, em tempo real, dados dos imóveis visitados. Atualmente, demora 20 dias para que as informações anotadas nas planilhas cheguem ao sistema da secretaria.

A ferramenta permitirá que os agentes registrem com fotos os locais visitados para que ações imediatas sejam tomadas. “Vai ajudar o profissional a identificar os criadouros, as localidades com maior risco de infestação do mosquito com maior número de casos. Tudo isso sem uso de papel, pois usarão smartphones”, explicou a secretária-executiva de Vigilância em Saúde, Luciana Albuquerque. 

O sistema permite acompanhar do índice de infestação predial e o mapear os imóveis com moradores que têm sintomas das arboviroses. As informações serão disponibilizadas aos municípios. O estado terá acesso aos dados de todas as cidades que aderirem ao novo sistema, usado no Mato Grosso do Sul desde 2015. 

Outras novidades no enfrentamento às arboviroses no próximo ano são ações educativas em escolas e a elaboração do Protocolo de Vigilância dos Óbitos Suspeitos. O objetivo é padronizar as informações para a investigação das mortes e agilizar o fechamento dos casos. A partir de agora, os diagnósticos serão feitos pelo Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami (Lika), da UFPE. Hoje, esse tipo de diagnóstico é feito no Instituto Evandro Chagas, no Pará. “O diagnóstico laboratorial positivo para qualquer arbovirose não necessariamente confirma a doença como causa do óbito. A avaliação para confirmar ou descartar depende de minuciosa investigação domiciliar e hospitalar do óbito e informações complementares dos aspectos clínicos epidemiológicos do paciente”, explicou a gerente de Controle das Arboviroses, Claudenice Pontes.

De 1º de janeiro a 25 de novembro de 2017, Pernambuco notificou 15.321 casos de dengue (4.658 confirmados), 4.498 de chikungunya (1.013 confirmados) e 722 de zika. Também foram notificados 113 óbitos, com três confirmações - duas para dengue e uma para chikungunya. “Apesar da redução em relação ao ano passado, não podemos baixar a guarda ou achar que o resultado de 2017 vai se repetir em 2018. Precisamos da ajuda da população nesse combate, pois cerca de 85% dos focos do mosquito estão em residências, prédios comerciais e públicos. As pessoas precisam voltar a fazer mutirões, limpezas em possíveis focos. Não é uma responsabilização da população, mas precisamos dessa parceria”, pontuou o secretário estadual de Saúde, Iran Costa.

Moradora do Bongi, a dona de casa Risonete Rocha, 48, já teve dengue e, desde então, intensifica os cuidados em casa. “Mantenho a cisterna e outros recipientes fechados ou virados. Até a panelinha com água do cachorro eu lavo todos os dias”, disse. 

 

Fonte: Diário de Pernambuco

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