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Recife implanta armadilhas para que o mosquito Aedes aegypti leve inseticida por onde for

Por Bianka Carvalho, TV Globo


 



Começa a ser utilizada no Recife, a partir de quarta-feira (12), uma nova técnica para ampliar o controle ao mosquito Aedes aegypti, transmissor das arboviroses, como denguechikungunya e zika. O método consiste na instalação de cerca de 700 armadilhas para o mosquito para que eles mesmos passem a levar o inseticida por onde forem. (Veja vídeo acima)





As chamadas Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDs) foram criadas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Amazônia e funcionam em oito capitais de estados brasileiros. Recife é a nona capital a receber as armadilhas, que passam a ser instaladas em bairros onde o índice de infestação do mosquito é alto e onde há um alto número de pessoas com arboviroses.




“Nós temos um pote com um tecido preto que está embebido com um larvicida de nome Piriproxifeno. Isso é atraente para o mosquito, que pousa nesse tecido, fica com as patas impregnadas da substância e acaba levando-a para outros locais”, conta o pesquisador da Fiocruz José Cortés.




Segundo ele, quando o larvicida é levado pelos próprios mosquitos para onde existem larvas, elas morrem. “Existem situações em que o agente não consegue chegar em todos os cantos, mas o mosquito sim. Ele vai aonde ele gosta de estar”, diz.



 




 

Recife é a 9ª capital brasileira a implantar a técnica — Foto: Reprodução/TV Globo

 


Recife é a 9ª capital brasileira a implantar a técnica — Foto: Reprodução/TV Globo





O dispositivo já foi testado em cidades como Manaus e Manacapuru, no Amazonas, e houve a redução comprovada de 95% do número de larvas, além de uma redução de mosquitos adultos, de acordo com o pesquisador.




Essa técnica é diferente das três mil ovitrampas, armadilhas montadas em baldes contendo água e uma substância nociva aos mosquitos, que foram distribuídas em 50 bairros do Recife para atuar na contagem e no controle do Aedes aegypti há cerca de dois anos e que continuam em funcionamento.




 



Treinamento



 




Setenta agentes de saúde ambiental do Recife recebem treinamento sobre os procedimentos de instalação e manutenção das EDs e também sobre o acompanhamento com a comunidade. O treino com a Fiocruz Amazônia se estende durante toda esta semana.




“A população deve continuar fazendo o que faz, evitando água parada. Nós estamos buscando o sucesso com todos esses esforços aliados”, afirma o diretor da Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida.




Ainda de acordo com o gerente, o Recife apresenta um índice de infestação de 1,7, quando o ideal indicado pelo Ministério da Saúde é que essa taxa esteja abaixo de 1. “Apesar da linha histórica marcar esse índice como o mais baixo da década, o ideal é que esteja abaixo de um”, diz.



 




 

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor das arboviroses — Foto: Pixabay/Divulgação

Mosquito Aedes aegypti é o transmissor das arboviroses — Foto: Pixabay/Divulgação





 



Arboviroses no Recife



 




O boletim da Secretaria de Saúde do Recife aponta que, do início do ano até 1º de junho, foram notificados 1.732 casos de arboviroses, sendo 1.469 de dengue, 220 de chikungunya e 43 de zika. Em relação ao mesmo período de 2018, foram notificados 1.199 casos de dengue, 316 de chikungunya e 52 da zika.




Do total de notificações de arboviroses em 2019, 496 foram descartadas. Os 1.236 restantes são os chamados “casos prováveis”, onde foram confirmados 502 casos de dengue, 35 de chikungunya e 2 de zika.




Até o dia 1º de junho, foram notificados oito óbitos por arboviroses. Desses, cinco permanecem em investigação e três foram descartados, enquanto, no mesmo período do ano anterior, foram notificados e descartados três óbitos.




 



Dados estaduais



 




O boletim da Secretaria de Saúde de Pernambuco indica a notificação de 28,6 mil casos de arboviroses do início do ano até 1º de junho de 2019, sendo 23.592 de dengue, 3.229 de chikungunya e 1.779 de zika.




Isso representa um aumento dos casos notificados em relação ao mesmo período de 2018, quando foram registradas 15.049 notificações de arboviroses, sendo 12.719 casos de dengue, 1.757 de chikungunya e 573 de zika.



 



Em 2019, do total de casos notificados, 6.659 foram descartados. Dessa forma, foram confirmadas 4.371 ocorrências de dengue, 150 de chikungunya e 36 de zika. Das 41 mortes suspeitas notificadas até 1º de junho deste ano, nenhuma foi confirmada e quatro foram descartadas. No mesmo período de 2018, foram notificados 44 óbitos suspeitos.


 


FONTE: G1




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